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Fashion Revolution: o que é, e como fazer parte?

22 a 28 é a semana do Fashion Revolution. Um movimento mundial que iniciou em um único dia e que hoje já alcançou uma semana inteira em mais de 100 países para refletir sobre quem fez nossas roupas, em busca de mais consciência e ética no mundo da moda.


MAS AFINAL O QUE É O FASHION REVOLUTION?

O Fashion Revolution acredita no poder de transformação positiva da moda, e tem como principais objetivos  conscientizar sobre os impactos socioambientais do setor, celebrar as pessoas por trás das roupas, incentivar a transparência e fomentar a sustentabilidade.

O movimento foi criado após um conselho global de profissionais da moda se sensibilizar com o desabamento do edifício Rana Plaza em Bangladesh, que causou a morte de 1.134 trabalhadores da indústria de confecção e deixou mais de 2.500 feridos. A tragédia aconteceu no dia 24 de abril de 2013, e as vítimas  trabalhavam para marcas globais, em condições análogas à escravidão.

Existiam quatro fábricas de vestuário no Rana Plaza, todas produzindo para o mercado ocidental. A maior parte das vítimas era mulheres jovens. 1133 pessoas são muitas pessoas perdidas no planeta em um só prédio, em só dia, para não tomar uma atitude e exigir mudanças. Desde então, pessoas de todo o mundo têm se unido para usar o poder da moda a fim de mudar o mundo. O Fashion Revolution agora é um movimento global de pessoas como você.

Foi aí que o Fashion Revolution nasceu, pois acreditamos que são muitas pessoas para se perder em um só dia. Assim, o Fashion Revolution iniciou o processo de descoberta de uma longa jornada que envolve milhares de pessoas, em todas as etapas da cadeia de produção e consumo: das plantações de algodão ao descarte no pré e pós consumo.

Confira algumas imagens impactantes do ocorrido:

O desrespeito aos direitos humanos, a desigualdade de gênero e a degradação ambiental continuam sendo frequentes na indústria global da moda. Pesquisas apontam que as peças de vestuário estão entre
os itens em maior risco de serem produzidos por meio da escravidão moderna.O abuso sexual, a discriminação e a violência de gênero contra mulheres são endêmicos na indústria global de vestuário, onde as mulheres representam em média 80% da força de trabalho. A produção global de têxteis emite 1,2 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa anualmente, mais do que os vôos internacionais e os transportes marítimos juntos. Enquanto isso, todos os anos, mais de 150 milhões de árvores são
derrubadas para a fabricação de viscose, geralmente de florestas antigas e ameaçadas. Produzimos 53 milhões de toneladas de fibras para a fabricação de roupas e têxteis por ano, para jogar fora ou queimar 73% dessas fibras. Mudanças positivas são mais urgentes do que nunca se
quisermos combater as mudanças climáticas e criar um futuro mais igualitário para todos.

Hoje, presente em 100 países, o Fashion Revolution desenvolve ações
mobilizadoras e incentiva os consumidores à questionarem suas
marcas favoritas, convidando-os à simples, porém poderosa reflexão: quemfezminhasroupas?

O dia 24 de abril ficou marcado como o Fashion Revolution Day,
e a celebração se estende durante a Semana Fashion Revolution.

A campanha #QuemFezMinhasRoupas surgiu para aumentar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seu impacto no mundo, em todas as fases do processo de produção e consumo.

Queremos tornar a moda uma força para o bem!

Se nós quisermos ver a moda se tornar uma força do bem, teremos que mudar a forma que pensamos sobre o que vestimos e porquê vestimos. Nós precisamos amarmais nossas roupas. Nós precisamos olhar para elas como heranças preciosas e como amigas que podemos confiar.

Queremos mostrar ao mundo que a mudança é possível, através do engajamento de todos! A conscientização é o primeiro passo para que poderosas transformações sejam concretizadas.

Vamos criar conexões e exigir práticas mais sustentáveis e transparentes na indústria da moda?


Participe da campanha do movimento #fashionrev nas redes sociais, em qualquer momento do ano:

1 – Faça uma selfie com a etiqueta da marca que está vestindo

2 – Pergunte na legenda: @nomedamarca  #QuemfezMinhasRoupas? #FashionRevolution #fashionrev

3 – Poste e faça parte dessa revolução!

O Fashion Revolution promete ser uma das poucas campanhas verdadeiramente globais a surgir neste século”, diz Lola Young, criadora do Grupo Parlamentar de Todos os Partidos sobre Ética e Sustentabilidade na Moda no Reino Unido.

A co-fundadora do movimento, Orsola de Castro, completa: “Nós queremos que você pergunte: ‘Quem fez minhas roupas?’. Essa ação irá incentivar as pessoas a imaginarem o “fio condutor” do vestuário, passando pelo costureiro até chegar no agricultor que cultivou o algodão que dá origem aos tecidos. Esperamos iniciar um processo de descoberta, aumentando a conscientização de que a compra é apenas o último passo de uma longa jornada que envolve centenas de pessoas, e realçando a força de trabalho invisível por trás das roupas que vestimos”.

Confira o MANIFESTO DO MOVIMENTO: https://www.fashionrevolution.org/manifesto/


QUEM COMPRA, APOIA

Você sabia que a moda é a segunda indústria que mais polui o meio ambiente?

A grande verdade é que quem compra, apoia, seja uma ação positiva ou negativa. E por isso mais do que nunca, saber o que compramos, onde compramos, como é feito o que compramos, nos questionar e exigir transparência é uma responsabilidade nossa. Isso nos faz ser conscientes dos processos e juntos construiremos um mundo melhor.

A moda é a pele que escolhemos. As roupas que usamos  representam como nos sentimos sobre nós mesmos. Elas são nossa mensagem para o mundo sobre quem nós somos. Nossas roupas dizem muito sobre nós, mas nós não sabemos tanto sobre as nossas roupas. É preciso muita coisa para produzir uma roupa. Não apenas aquilo que ouvimos:

designers, marcas, lojas, desfiles e festas; mas também os agricultores de algodão, descaroçadores, fiadores, bordadeiras, tintureiras costureiras e outros trabalhadores que fazem as roupas que amamos. Mas, as pessoas que fazem nossas roupas estão escondidas. Nós não sabemos quem faz as nossas roupas. E elas não sabem quem compra as roupas que elas produzem. Nós precisamos reconectar esse elo perdido, porque quando compramos um produto, nós também compramos uma cadeia inteira de valores e relacionamentos. Pensando sobre as pessoas e histórias por trás das nossas roupas, podemos contar uma história diferente sobre a moda.

Queremos tornar a moda uma força para o bem!


POR QUE A ECOLE SUPERIÉURE DE RELOOKING ESTÁ FALANDO SOBRE ISSO?

Nossa filosofia é #serparavestir e acreditamos que quando nos conhecemos consumimos menos. Pois além de termos mais autoestima e consciência sobre quem somos, aprendemos a comprar algo que de fato vamos usar e que fará sentido pra nós. Eliminamos com o aúmulo de compras impulsivas, que muitas vezes ficam parados, sem uso, no nosso guarda-roupa. Além disso, exercitamos junto a nossas consultoras a versatilidade de uma peça. A fim de otimizar ao máximo o uso de nossas roupas no guarda-roupa. Nos sentimos responsáveis por multiplicar esse movimento para as nossas alunas como parte da nossa essência como escola. Fique de olho que logo teremos entrevistas, conteúdo, e ações muito importantes sobre esse importante movimento.

Confiram o site, tem o índice de transparência de marcas e muito mais informações ultra bacanas por lá:
https://www.fashionrevolution.org/south-america/brazil/

Acompanhe os eventos na semana do Fashion Revolution week bem como informações sobre consumo consciente no instagram: https://www.instagram.com/fash_rev_brasil/

Fonte: https://www.fashionrevolution.org/south-america/brazil/

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