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Colorimetria: um olhar além das cartelas

mulher sorrindo

Muito ouvimos falar sobre a colorimetria aplicada à Consultoria de Imagem.

Definitivamente, está na moda exibir a sua cartela de cores, saber qual a sua estação e,
a partir dela, ter a orientação das cores que melhor harmonizam às suas características
de pele.

Mas, afinal, do que se trata o teste de Colorimetria?

É o que você vai descobrir neste artigo. Siga a leitura e confira todos os detalhes sobre o papel das cores na construção da autoimagem.

Colorimetria: como funciona o teste?

O teste de colorimetria identifica a reação da pele diante de determinadas cores que representam algumas
características.

Tais como: Temperatura (cores quentes ou frias); Valor (cores claras e
escuras) e Saturação ( cores luminosas ou opacas).

Deve ser feito em condições adequadas (luminosidade natural, pele limpa sem maquiagem e acessórios) e material adequado (tecidos que tragam as caraterísticas citadas, através de uma metodologia adequada a ser aplicada) e o resultado, será um grupo de cores indicado – chamado de cartela – que harmoniza melhor com a sua pele.

De fato, durante no teste, é perceptível que algumas cores realmente amenizam olheiras, imperfeições, desenham melhor o rosto, trazem uma vivacidade e um ar de saudável à pele, enquanto outros tecidos acabam por ressaltar as imperfeições. Deixam um aspecto de “ doente” e, nitidamente, não favorecem a pessoa.

Esses podem ser alguns dos motivos pelos quais você não consegue usar determinadas cores ou, ainda, percebe que quando usa uma cor específica as pessoas tentem a dizer o quanto está mais bela, rejuvenescida.

É preciso seguir à risca a colorimetria e a cartela de cores?

Há quem siga à risca a sua cartela, por notar uma melhora expressiva na sua aparência, quando usando as cores corretas. Há também, aquelas pessoas que não notam muito a diferença. Há, até mesmo, pessoas que não gostam da sua cartela!

Vamos combinar que isso é possível, se pensarmos que esse teste é “ técnico” de observação de reação da pele, e que não leva em consideração seu gosto pessoal, ou seu “ momento” com as cores.

Eu, que trabalho a mais de 10 anos no mercado de Consultoria de Imagem – atendendo pessoas e ensinando a profissão – considero que o assunto cores sempre foi complexo, abrangente e apaixonante, e cartela de cores apenas uma das etapas, uma parte desse todo.

Pra começar, as cores têm significados. Nos causam sensações, têm história em nossas vidas, na nossa cultura. E a gente também tem fases, né? Temos aquela época de morrer de amores por alguma cor, e de ódio por outras. De se permitir uma extravagância e um novo experimento. E temos também diferentes personalidades, que devem ser respeitadas, certo?

Falando por mim: minha cartela de cores não me define.

Na maioria das vezes, eu fujo dela, com gosto, teimosia e afronta. A outra grande questão é que enfrentamos diferentes situações, temos objetivos de imagem que podem variar bastante.

E, quando olhamos para a construção de imagem como uma ferramenta de comunicação, precisamos entender que as cores, as harmonias das cores (combinação entre as cores) são fortes aliadas para nos ajudar a dar vazão a esse objetivo de imagem e que, muitas vezes, não correspondem às cores que estão na nossa cartela.

Por isso eu reforço sempre: a construção e consolidação de imagem como um todo, sendo uma ferramenta de autoconhecimento e comunicação não verbal, deve enxergar a cartela de cores como mais uma ferramenta, mais um benefício desse “complexo chamado cores” – mas não como o único.

Há um universo de possibilidades que devemos explorar e agregar ao nosso processo. Nada do que nos limita, nos ajuda. Quanto mais possibilidades, mais assertividade, mais segurança e menos aprisionamento.

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