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Saiba o que é o distúrbio de imagem corporal

Saiba o que é o distúrbio de imagem corporal e de que maneira ele afeta a autoestima das mulheres. Acesse o artigo de Ecole e confira!

A imagem corporal está relacionada à visão que temos sobre nosso corpo (a forma com que enxergamos e descrevemos e nosso tipo físico, tamanho, formato, por exemplo)

E você já ouviu falar no distúrbio de imagem corporal? Esse problema acomete muitas mulheres de diferentes idades e é um assunto que merece ser destacado e debatido.

Neste artigo, vamos falar sobre esse conceito e como ele influencia na vida e na saúde e autoestima das mulheres. Confira!

O que é o distúrbio de imagem corporal?

A imagem corporal é a maneira pela qual a nossa mente interpreta o próprio corpo. Esse conceito reflete a maneira com que enxergamos a nós mesmos e também recebe interferência forte do nosso grau de satisfação e felicidade com relação à forma física.

Em dados publicados pelo Grupo Especializado em Nutrição e Transtornos Alimentares e Obesidade (GENTA), no Brasil, país que mais registra realização de cirurgias plásticas no mundo, 9 em cada 10 mulheres têm alguma insatisfação com a aparência e uma em cada seis mulheres preferem cinco anos a menos de vida em troca do peso ideal. Além disso, 65% das universitárias gostariam de ser mais magras.

Esses dados alarmantes mostram o quanto muitas de nós estão insatisfeitas com a própria imagem e, por isso, o distúrbio de imagem corporal é cada vez mais frequente. Esse distúrbio se caracteriza por um transtorno de imagem que está associado a uma visão irrealista que criamos de nós mesmos e do nosso próprio corpo.

Não é novidade que muitas mulheres não aceitam seus corpos tão pouco as características físicas que apresentam naturalmente. Insatisfeitas com a nossa própria imagem, sofremos psicologicamente por não aceitarmos quem realmente somos.

Para além dos comentários alheios e das impressões que colocam sobre nós ao longo da vida, vivemos em uma sociedade que não valoriza o que é único ou autêntico.

O mundo em sua configuração atual supervaloriza a imagem corporal por meio do culto aos corpos magros, definidos ou fortes, muitas vezes desconsiderando a saúde de forma essencial e até mesmo qualidade de vida.

É possível combater o distúrbio de imagem corporal?

Como dito anteriormente, a imagem corporal é como nos enxergamos externamente, logo somos mais fortemente atravessadas pelos conceitos de consumo desenfreado e o imediatismo.

Talvez por isso, desejamos ver e sermos vistos como o que é aceito pela maioria, ou pelo grupo que pertencemos ou buscamos pertencer.

Invertemos a lógica e ilusoriamente procuramos construir uma autoestima baseada no externo, ao invés de se autoconhecer refletir o que somos internamente como parte da construção de uma boa autoestima.

Muitos estudos já demonstram que a percepção de imagem corporal está diretamente associada à autoestima, ao amor-próprio e à satisfação pessoal.

Tendo isso em vista, podemos dizer que a maneira mais efetiva de combater o distúrbio de imagem corporal está na luta por uma sociedade com outra mentalidade, que valorize a diversidade de corpos e características físicas e as particularidades de cada um.

Absorver tais comportamentos podem refletir de maneira muito positiva em nosso psicológico e principalmente no amadurecimento de sentimentos como a empatia, o respeito e a conexão com diversas habilidades sociais que deixamos de lado à medida que vamos nos moldando segundo os padrões impostos.

Pratique a autocompaixão e o autocuidado

Os transtornos de imagem corporal estão em constante crescente, levando principalmente mulheres a fazer dietas muito restritivas e incontáveis procedimentos estéticos pela imposição de um padrão de beleza que tende a ser associado também ao sucesso, poder e aceitação social, como mencionamos anteriormente.

Um exemplo disso é a distorção da imagem corporal, quando nos tornamos imprecisos ao reconhecer de forma realista nosso corpo. Vale dizer que essa não é somente uma característica de quem apresenta algum tipo de transtorno alimentar.

Tal inconsistência é reforçada pelo o que nos é imposto de forma direta ou indireta. É com a piada pelo o que é diferente do padrão, pelas imagens que vemos e absorvemos em revistas, TV, internet, pela loja que não produz a roupa com tamanhos maiores que o padrão, sendo esses mecanismos muito sutis que nos violentam todos os dias.

É possível que muitas mulheres se identifiquem com tais vivências e se perguntem sobre uma maneira de encarar esses conflitos, e o que eu posso dizer é que a prática da autocompaixão, apesar não ser nada fácil, pode ser a maneira mais combativa e prioritária que temos de enfrentar essas violências.

É no trabalho psicológico e na aceitação do eu que mora o fortalecimento da autoimagem e o amadurecimento da autoestima.

Um olhar direcionado às suas reais necessidades também pode ajudar no processo de se perceber como um ser único, falho e como alguém que é capaz de se acolher e se amar para além dos padrões.

É importante reforçar que se você se identifica com essas questões não quer dizer que você tenha qualquer transtorno, mas sim que é possível que você precise dar uma atenção para quem mais importa na sua vida: você mesma!

Texto: Eliza Guerra

Psicóloga e Professora na Ecole Brasil

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