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A teoria dos setênios aliada às técnicas de coaching de imagem

A teoria dos setênios consiste em analisar os ciclos da vida de sete em sete anos. Confira este artigo da Ecole Brasil para saber mais.

Envelhecer é um processo pelo qual todos nós passamos. 

Dentro dessa trajetória, muitos acontecimentos e transformações ocorrem à medida que nossos caminhos – de forma muito orgânica – nos levam a desenvolver uma imagem única e singular. 

Uma das grandes mudanças que acontecem durante a vida é a relação com a nossa própria imagem. 

A teoria dos setênios, parte importante da filosofia antroposófica, nos ajuda a compreender melhor os ciclos da vida e como cada fase impacta a nossa relação com a autoimagem. 

Ficou interessada em descobrir mais sobre o conceito dos setênios e como ele pode nos ajudar a ter uma relação mais livre com a nossa própria imagem? 

Continue a leitura deste artigo e veja como essa teoria pode impactar o seu bem-estar psicológico, físico e social.

Os ciclos da teoria dos setênios 

Com o intuito de nos tornarmos responsáveis pela nossa própria imagem e nos sentirmos confortáveis com ela, a teoria dos setênios ensina que devemos analisar os ciclos da vida de sete em sete anos,  já que as divisões e transformações que passamos ao longo destes períodos são marcos muito importantes. 

Conheça a seguir quais são as faixas-etárias que compreendem cada um desses ciclos, segundo a teoria dos setênios.

O setênio dos 14 aos 21 anos 

Este é um dos setênios mais significativos. Segundo a antroposofia, ele acontece entre dos 14 aos 21 anos (terceiro setênio).

É comum o surgimento de uma crise de identidade nessa fase. O mundo passa a ser sentido como verdadeiro e aprimoramos assim o nascimento de um “EU” que se relaciona com si próprio e com o mundo. 

As modificações corporais da puberdade exigem uma adaptação constante em relação ao corpo e a imagem, e passamos a tomar as rédeas da nossa própria vida, nos tornando responsáveis por tudo que somos. 

As diversas experiências que vivenciamos com o nosso próprio “EU”, trazem a relação com a nossa imagem de forma muito contundente. 

É quando sentimos uma maior necessidade de nos sentirmos incluídos, para que assim possamos fortalecer a nossa autoestima e desenvolver uma identidade mais definida, possibilitando o desenvolvimento de uma autoimagem positiva.

Acesse o link a seguir para entender o que é a psicologia da autoimagem e suas abordagens.

O setênio dos 21 aos 28 anos 

Entre os 21 e 28 anos, o jovem adulto passa pelo quarto setênio, uma fase de emoções e sensações intensas. 

Durante esse período ocorre de forma natural o nascimento de um “EU” próprio e de uma identidade bem definida. 

mulher olhando para o horizonte teoria dos setenios

Esse “EU” começa e viver uma fase de novas experiências e tem a oportunidade de se posicionar socialmente, sentindo ser capaz de fazer tudo. 

Sem dúvidas, a grande questão desse setênio é o “EU” profissional, que passa a ter um grande espaço em nossas vidas e define muito da nossa própria imagem.

É a fase na qual costumamos assumir a posição de ascensão com mais consciência da própria imagem, força e vitalidade para que ele deságue no próximo passo que é o de maior contato com o “EU” real. 

O setênio dos 35 aos 42 anos

O quinto setênio é o da maturidade, o qual contempla o período dos 35 aos 42 anos de idade.

Ele envolve principalmente as questões relacionadas a nossa forma de consumo e autodesenvolvimento. Em resumo é o grande dilema de “ser” versus “ter”. 

Ocorrem muitas aberturas e reflexões ainda mais profundas que nos levam a pensar mais em nosso propósito e missão de vida. 

É quando buscamos ser autênticas e exercer plenamente o nosso “EU” de forma única. 

O momento é de reavaliação de valores, grandes transformações e decisão de qual contribuição queremos dar ao mundo. 

As questões do desaceleramento metabólico afetam de forma crucial a nossa relação com a própria imagem, indicando que o caminho do autocuidado permite desenvolver uma relação mais íntima e compreensiva com o próprio corpo. 

O setênio dos 42 aos 49 anos

Entre os 42 e 49 anos, vivemos o sexto setênio, uma fase da vida de grande desgaste físico, o que nos permite desenvolver de forma mais intensa a criatividade, possibilitando enxergar a vida com outros olhos. 

O maior desafio está na realização de novas metas de vida, buscando a harmonia com nós mesmas. 

O setênio da meia-idade, devido às diversas mudanças físicas, traz mais uma vez a criatividade como ponto crucial para que a nossa auto imagem seja de alguma forma reinventada para que a aceitação dessa nova aparência física-corporal seja trabalhada de forma positiva. 

O setênio dos 49 aos 56 anos

Os sete anos entre os 49 e 56 anos são chamados de fase do declínio físico.

Mas, além do aspecto físico, este sétimo setênio é tido como o momento mais inspiracional de nossas vidas. 

As experiências transformam a sabedoria que acumulamos até aqui, e nos voltamos para harmonia com nós mesmas, ativando de forma bastante incisiva o sentido da escuta. 

Com o repertório estético mais enriquecido, costumamos estar mais criativas e inspiradas em relação às mudanças que a vida oferece. 

Há também o medo da perda da feminilidade pelo envelhecimento, o que pode afetar a forma como enxergamos a nós mesmas. 

Em contrapartida, após a menopausa, muitas de nós ganham mais confiança e estabilidade emocional. 

Quando não entramos em processo de negação, costumamos caminhar em direção a um envelhecimento natural e sadio. 

O setênio dos 56 aos 63 anos

O oitavo setênio vivido, que compreende o período entre os 56 e 63 anos, traz a intuição como a palavra chave.

É um momento de maior introspecção para praticar o autodesenvolvimento, já que o corpo passa por um desaceleramento intenso. 

Se levado de maneira positiva, podemos envelhecer com bastante liberdade,  focadas nas novas experiências proporcionadas por esse estágio. 

Se assumirmos esse processo de autoaceitação, entenderemos que é uma fase extremamente prazerosa e adaptativa.  

idosa de oculos sorrindo teoria dos setenios

O comportamento se volta bastante para o lado sexual, pelo fato de existir um estereótipo de que na velhice as atividades sexuais não se mantêm. 

Isso pode afetar, e muito, a nossa autoimagem, por isso é importante ter plena consciência de si e do seu corpo para renovar sua própria visão, ajustando-se assim à uma fase de muitas potencialidades. 

Teoria dos setênios e autoestima

Entre tantas reflexões, crises e mudanças, é importante compreender que a construção da nossa autoestima acontece durante todos os setênios.

É preciso trabalhar a autoestima no sentido de fortalecê-la, para que possamos nos sentir libertas e donas da nossa própria imagem. 

É dessa maneira que o autoconhecimento e as experiências vividas em cada fase poderão proporcionar um envelhecimento repleto de bem-estar, auto aceitação e cuidado com nosso “Eu” em todas as suas apresentações. Sejam elas físicas, emocionais ou sociais.

Eliza Guerra 

Psicologia da Autoimagem 

CRP: 06/106705 

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